No último domingo, 24, consolidou-se um novo estágio na trajetória
política do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, ao participar do
programa "É Notícia", da REDETV, ancorado pela jornalista Amanda Klein,
quando contestou a pressa do PSB em gerar a fusão com o PPS sem ouvir
mais atentamente os governadores e tratou de muitas questões nacionais, a
exemplo da reforma política, da pauta acelerada na Câmara Federal, dos
efeitos do ajuste fiscal etc.
Ricardo Coutinho estréia na mídia nacional com a performance de um
líder politico vencedor, a partir de sua base primeira – a Paraíba, onde
foi vereador, deputado estadual, prefeito de João Pessoa por duas vezes
e, recentemente, reeleito derrotando o "mito" e ex-governador Cássio
Cunha Lima, então considerado imbatível, mas na prática superado pelo
conjunto de obras e ações do governador socialista.
Os dados recentes provam a ascensão de Ricardo Coutinho dentro e fora
do PSB e de seu Estado. No campo político da representação, por
exemplo, ele tem sido escolhido com frequência pelos 8 outros
governadores do Nordeste para expor o posicionamento e reivindicações da
Região que, embora seja lembrado pelo Bolsa Família, é quem mais cresce
no País em face do desempenho econômico interno.
Dias atrás, no Congresso Nacional, o governador paraibano foi quem,
diante da presença de todos os demais chefes de executivo do País,
representou o conjunto de líderes do Nordeste pontuando a necessidade
premente de se criar uma agenda com cronologia à vista para de vez
resolver o tal Pacto Federativo, onde desigualdades entre União, Estados
e Municípios perduram há anos.
A CRÍTICA DE RICARDO À PRESSA DA FUSÃO
O governador respondeu à jornalista Amanda Klein considerando que a
cúpula do PSB e do PPS anda construindo um discurso de que a fusão entre
os partidos está resolvida, mas ele discorda deste pronunciamento
porque critica a pressa de se chegar a este estágio presumível sem que
tenha havido a participação mas efetiva dos governadores no
encaminhamento deste processo.
- Não considero que a fusão já esteja pronta e resolvida – disse o
governador criticando a ausência de influência e encaminhamento
envolvendo os governadores.
Ricardo é uma liderança emergente advinda do Nordeste porque as
lideranças a partir do Estado de Pernambuco, terra natal do
ex-governador e ex-presidente do partido, Eduardo Campos, não têm ainda
estatura política de comando partidário nacional, nem mesmo o senador
Fernando Bezerra Coelho, ex - Ministro da Integração Nacional, mas que a
citação do seu nome na Lava Jato atrapalha.
Por vários fatores, gradativamente o governador paraibano vai se
credenciando no âmbito do partido e fora dele até porque é o único do
PSB reeleito na recente disputa.
ANÁLISE NACIONAL A PARTIR DA REFORMA E AJUSTE FISCAL
Ricardo Coutinho tem posição clara sobre a reforma política ao se
posicionar contra o chamado distritão. Ele conceitua que este formato
e/ou modelo de representação é elitista e privilegia quem tem capital,
por isso é a favor do fim do financiamento privado de campanha ao
entender que, a partir deste entranhamento, há terreno fértil para a
corrupção.
Defensor da governabilidade da presidenta Dilma Rousseff, ele critica
as políticas de ajuste fiscal que por ventura afetem necessidades de
recursos urgentes para resolver dramas sociais graves advindos da
estiagem prolongada no Nordeste. Pelo menos neste aspecto, o Pacote
anunciando na semana finda preserva os recursos hídricos e acessórios.
O governador comente ainda para a importância do presidente da Câmara
Federal pautar o debate e aprovação de matérias há anos encalhadas no
Congresso, entretanto, adverte para que a pressa imposta pelo presidente
Eduardo Cunha não venha a criar prejuízos para setores da sociedade,
sobretudo, os mais necessitados na cadeia produtiva nacional.
Em síntese, Ricardo Coutinho deflagra a partir deste domingo um novo
estágio de vida político – administrativa com símbolos e discurso de
quem tem condições de crescer imagem e conceito em todo Brasil.
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