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Escancarada a fragilidade da base política do governador João Azevêdo

A charge que circula nas redes sociais nos últimos dias sintetiza, de forma irônica e direta, um dos principais dilemas enfrentados pelo governador João Azevêdo no atual cenário político da Paraíba: a dificuldade em consolidar e ampliar sua base de apoio.



Na ilustração, o governador aparece sobre um palanque visivelmente frágil, enquanto o discurso remete à ideia de “voto puro”, livre de alianças consideradas indesejadas. A mensagem simbólica é clara: ao restringir apoios e descartar setores importantes do campo político, a sustentação do projeto se torna instável, colocando em risco a própria estrutura que mantém o governo de pé.


A política, historicamente, é construída a partir de alianças, diálogo e composição. Quando essas pontes são rompidas ou evitadas, o resultado tende a ser o isolamento. E é exatamente esse o alerta presente na charge: sem uma base ampla e coesa, qualquer projeto político fica vulnerável, especialmente em um cenário pré-eleitoral cada vez mais competitivo.


O desenho também provoca reflexão sobre as contradições do discurso. Ao mesmo tempo em que se prega independência e pureza política, a realidade impõe a necessidade de sustentação no parlamento, nos municípios e entre lideranças regionais. Sem esse alicerce, o palanque balança — e o risco de queda se torna evidente.


Mais do que uma crítica pontual, a charge funciona como um termômetro do momento político vivido pelo governador. Ela revela insatisfação, questionamentos e a percepção de que a base política atual pode não ser suficiente para enfrentar os desafios que se aproximam, especialmente pensando nas eleições de 2026.


No fim, a imagem reforça uma máxima conhecida da política: discurso sustenta narrativa, mas é a base que sustenta o poder. Sem ela, qualquer projeto fica à mercê do próprio desequilíbrio.

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